quarta-feira, dezembro 27

Saldo rápido do ano

Enfim, acho que 2006 foi um ano totalmente de boa. Até demais pro meu gosto já que no primeiro semestre eu era absurdamente ocupada fazendo nada da vida. Porém, conheci várias pessoas, estreitei laços com outras, me decepcionei e amei. Foi um ano sem nenhum planejamento, cheio de maturidade[sentimental ou não]e responsabilidades. Ainda assim aprendi a rir de tudo!
Indiscutívelmente, o maior fato do ano foi o nascimento do Gabriel. Não é fofis? ^^'
Aprendi sobre cinema, bebês, física, cabelos, relacionamentos, eletricidade, pintura de portas, argumento mínimo, truco, linux, vírgula, eletrônica digital, cobradores de vans e mais o que não posso lembrar ou aquelas muito menos importantes como..er.. Sshhh.. rbd e forró;
Cortei o cabelo bem curto;
Fiz luzes loiras duas vezes, pintei de castanho claro, de loiro escuro, acaju claro, vermelho e castanho escuro;
Gamei numa novela chamada La fea mas bella;
Ouvi histórias e mais histórias de conhecidos ou não;
Ri! Ri demais. Bastante.
E agora espero ansiosamente por 2007 com vários planos. Espero consolidar amizades deste ano, especialmente da net! Que vcs fiquem mais pertinho de mim..
Amigo, desejo a vc sonhos, busca, fé, amor duradouro, felicidade e mais felicidade!
Viver sem preconceitos é o que há!

♪♪♪"Adeeeus ano velho, feliiiiz ano novo. Que tudo se realiiiize no ano que vai nascer.. muito dinheiro no booolso, saúde pra dar e vendeeer"♪♪♪


John Mayer_No such thing
"I am invincible
as long as I'm alive"

domingo, dezembro 17

"Estava aqui o tempo todo, só vc não viu"

Pela primeira vez, admito, gostei de uma música da Pitty.
E no fim, eles sempre ficam juntos.

domingo, dezembro 10

Margarida Flores

(...) Sempre que distraidamente via seu nome escrito lembrava-se de seu apelido na escola primária: Margarida Flores de Enterro. Por que alguém não se lembrava de apelidá-la de Margarida Flores do Jardim? É que as coisas simplesmente não eram do seu lado. Pensou uma bobagem: até a sua pequena cara era de lado. Em esquina. Nem pensava se era bonita ou feia. Ela era óbvia.
Depois.
Depois não tinha problemas de dinheiro.
Depois havia o telefone. Telefonaria para alguém? Mas sempre que telefonava tinha a impressão nítida de que estava sendo importuna. Por exemplo, interrompendo um abraço sexual. Ou então era importuna por falta de assunto.
E se alguém lhe telefonasse? Iria ter que conter o trêmulo da voz alegre por alguém enfim chamá-la. Supôs o seguinte:
- Trim-trim-trim.
- Alô? Sim?
- É Margarida Flores de Jardim?
Diante da voz masculina tão macia, responderia:
- Margarida Flores de Bosques Floridos!
E a cantante voz a convidaria para tomarem chá de tarde na Confeitaria Colombo. Lembrou-se a tempo que hoje em dia um homem não convidava para tomar chá com torradas e sim para um drinque. O que já complicaria as coisas: para um drinque se deveria ir na certa vestida de modo mais audacioso, mais misterioso, mais pessoal, mais... Ela não era muito pessoal. E que incomodava um pouco, não muito.

E, além do mais, o telefone não tocou.



Ps1.: Trecho do conto "Um dia a menos", in "A bela e a fera" (livro póstumo - este é um dos dois últimos contos escritos por Clarice Lispector, segundo a informação contida no livro.
Ps2.: Este post é especialmente dedicado á Priscilla Dalledone! A maior admiradora da Clarice que conheço, a melhor na arte de fazer amigos e a aniversariante do dia =] Clique AQUI =P