
Depois de vários minutos [ou dias] de olhares perturbantes, é normal que pessoas me abordem com a mesma bendita dúvida. Eis alguns exemplos:
No jogo de vôlei
- Ei, psssiu! Moça?
- ...
- Por acaso vc é irmã da fulaninha?
- er.. não.
- Tem certeza que vc não é a Joaninha?
- Ah, não, não.. hehe..
- Hmmmm.. cara, vc é muuuuito parecida com ela. Tocamos clarineta juntas na igreja. Vc não é da igreja das flores quadriculadas roxas do senhor??
- er.. não, não sou.
- Mas vc tem certeza? Poh, há um tempão que te vejo por aqui e então..
- Não, não a conheço!
- Oh..
No cursinho
- Oi, sobrinha!
- ???...
- E aí, como vai a hemorróida da tia Maricota? Fiquei sabendo.
- Quem? Acho que.. vc se enganou.
- Oh, menina, vc é parecidíssima com uma sobrinha minha.
- rsrs.. é? hmmm...
- É! A Sicrana, muito fofa por sinal.
- Pois é.. normal.
- Caracas! Igualzinha!
- he-he. Ah, tá..
Na biblioteca
- Ei, vc não é afilhada da Jacinta preta e do Zequinha?
- ???.. não..
- ...
- ...
- Ah, parece demais.
- Oh..
[Alguns minutos depois]
- Mas deixa eu te perguntar..
- Hmmm?
- Eu não conheço seus pais?
- rsrs.. er.. acho que não.
- Não?!?
- Provavelmente eu saberia.. e a Sra também, não é?
- =/
Pior é que não me recordo de ter encontrado irmãs gêmeas por aí.
Todo mundo é cego ou há clones meus escondidos? Não me diga que lembro alguma prima sua...

