Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.
Fernando Pessoa
Ps.: Poeminha que descreve minha falta de palavras.
Ps1.: Sim, são os homens todos iguais =/
E não há nada implicito nesta afirmação.
Ps3.: Puts! Achei a foto que eu tirei da tv aqui! Esse povo..
Ah Acabei de achar em outro lugar
Nuss..
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4 comentários:
O bom das poesias é que elas conseguem arrancar palavras que estão presas no coração e não querem sair pela boca.
Sobre os homens eu não comento nada, não entendo MESMO do assunto. Risos.
Que cópia! Risos!
Mas olha, lamento informar-lhe uma coisa... o Evaristo é homem! Xiiiiii, conseqüência: igual a todos os outros!
Cansei desse preconceito feminista... q homens vc usa como base para sua afirmação???
Pré-conceitos? Feminista?
Hmmmmmmmm..
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